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Programação do Evento

DIA 17/11
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9h 20min – Abertura Oficial

 

— É o país de mais futuro do mundo!

— Perfeitamente! — falou um rapaz que chegara no momento. — O senhor acaba de definir o Brasil. (O senador sorriu baboso.) O Brasil é o país verde por excelência. Futuroso, esperançoso... Nunca passou disso... Vocês, brasileiros, velhos que já foram

e rapazes que são a esperança da pá tria, sonham o futuro. “Dentro

de cem anos o Brasil será o primeiro país do mundo.” Garanto

que aquele detestável cronista Pero Vaz de Caminha teve essa

mesma frase ao achar Cabral, por um acaso, o país que viera expressamente descobrir.

 

 (Jorge Amado, O país do carnaval, 2011, p. 19)

 

10h - Conferência de abertura

Conferência de abertura: Cenas de um país Amado

Prof. Dra. Rita Godet (Rennes 2 – França)

Mediação: Prof. Dr. Douglas De Sousa (UEMA)

 

INTERVALO

 

“Não nasci para famoso nem para ilustre, não me meço com tais medidas, nunca me senti escritor importante, grande homem: apenas escritor e homem”.

 

(Jorge Amado, Navegação de Cabotagem, 2012, p. 12)

 

14h 30min às 17h

 

MESA 1: O homem e o escritor: 90 anos de leitura e crítica Amadiana

 

- Prof. Dr. Nelson Cerqueira (ALB/UFBA)

- Prof. Dra. Eneida Cunha (PUC-RIO)

- Prof. Dr. Edvaldo Bergamo (UnB)

Mediação: Profa. Dra. Silvana Maria Pantoja dos Santos (UEMA)

 

18h às 21h – SIMPÓSIO 1: SALA TEREZA BATISTA

 

 

DIA 18/11
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“De onde vinha mesmo aquele pinicar de viola na noite sem lua? Era uma canção triste, uma melodia nostálgica que falava em morte. Sinhô Badaró não se demora nunca em refletir sobre a tristeza das músicas e das letras das melodias que cantavam, na terra do cacau, os negros, os mulatos e os brancos trabalhadores.”

(Jorge Amado. Terras do sem fim. 2008, p. 192)

 

8h às 9h 45min

 

Palestra: Jorge Amado e a constituição do neorregionalismo literário brasileiro

Prof. Dr. Herasmo Braga (UESPI/UFPI)

Mediação Profa.  Rhusily Reges Lira

 

 

“De logo quero avisar que não assumo qualquer responsabilidade pela precisão das datas, sempre fui ruim para as datas, elas me perseguem desde os tempos de colégio interno”

(Jorge Amado, Navegação de Cabotagem, 2012, p. 11).

“É que nas conversas das noites de lua do morro do Capa-Negro o moleque Antonio Balduíno ouvia e aprendia. E antes de ter dez anos ele jurou a si mesmo que um dia havia de ser cantado num abc, e as suas aventuras seriam relatadas e ouvidas com admiração por outros homens, em outros morros”

(Jorge Amado, Jubiabá, 2008, p. 34)

 

 

10h às 12h

 

Mesa 2: Arquivos do autor: o ABC de Jorge Amado

 

- Profa. Dra. Elizabeth Hazin (UnB)

- Profa. Dra. Marcia Rios (UNEB)

- Profa. Dra. Tânia Ramos (UFSC)

- Profa. Dra. Marina Sirqueira Drey (UFSC)

 

 

 

INTERVALO

 

“Eu penso que os orixás são um bem do povo. A luta da capoeira, o samba de roda, os afoxés, os atabaques, os berimbaus são bens do povo. Todas essas coisas e muitas outras que o senhor, com seu pensamento estreito, quer acabar, professor, igualzinho ao delegado Pedrito, me desculpe lhe dizer. Meu materialismo não me limita. Quanto à transformação, acredito nela, professor, e será que fiz para ajudá-la?”

(fala de Pedro Archanjo no romance Tenda dos Milagres. Amado, Jorge. 2008, p. 247).

 

14h 30min às 17h

 

MESA 3: “Meu materialismo não me limita”: Misticismo, tradições e cultura afro-brasileira na obra Amadiana

 

Palestra: Santos e orixás em Jorge Amado: religião, sincretismo e sociedade

 - Prof. Dr. Reginaldo Prandi (USP)

 

Mediação: Prof. Dr. Jose Henrique Borralho (UEMA)

 

INTERVALO

 

18h às 21h – SIMPÓSIO 2: SALA PEDRO ARCHANJO

 

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DIA 19/11
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Mergulho

“A notoriedade, o reconhecimento público, o aplauso, a admiração dos eruditos, a glória, o sucesso – inclusive mundano, com a citação de seu nome nas colunas sociais e gritinhos histéricos de mulheres de primeira ordem, insignes e dadivosas – Pedro Archanjo só os teve post-mortem, quando para nada lhe serviam, nem mesmo as mulheres, em vida tão de seu regalo e apetite”.

(Jorge Amado. Tenda dos milagres. 2008, p. 25)

 

8h às 9h 45min

Palestra: Trajetória, rumos e mudanças ou a chegada de um roteiro ou o mundo-imagem de Jorge Amado: itinerário de pesquisa

Prof. Douglas De Sousa (UEMA)

Mediação Profa. Dra. Solange Santana Guimarães Morais (UEMA)

 

O Sem-Pernas compreendeu que ele estava comovido, e este resultado da sua “arte” o fez ficar orgulhoso. Sorriu só para si. Mas agora o advogado se aproximava de dona Ester e a beijava na testa e depois nos lábios. O Sem-Pernas baixou os olhos. Raul andou até ele, botou a mão no seu ombro e falou:

- Deixe estar, que agora você não passa mais fome. Vá... Vá bricar, vá ver os livros. À noite nós vamos ao cinema. Você gosta de cinema?

- Gosto, sim senhor.

O advogado o despedia com um gesto. O Sem-Pernas saiu, mas ainda viu Raul se aproximar de dona Ester e dizer:

- És uma santa. Vamos fazer dele um homem...

(Jorge Amado, Capitães da Areia, p. 126-127)

10h às 12h

 

Mesa 4 : Jorge Amado e mídias: recriações e adaptações 

 

- Prof. Dr. André Luís Gomes (UnB)

- Profa. Dra. Helena Bonito Pereira (Universidade Presbiteriana Mackenzie)

- Profa. Dra. Maria Luiza Guarnieri Atik (Universidade Presbiteriana Mackenzie)

Mediador:  Prof. Dr. Gilberto Freire de Santana (UEMA)

 

INTERVALO

 

“Mas o treino diário da leitura despertara completamente sua imaginação e talvez fosse ele o único que tivesse uma certa consciência do heroico das suas vidas. Aquele saber, aquela vocação para contar histórias, fizera-o respeitado entre os Capitães da Areia, se bem fosse franzino, magro e triste, o cabelo moreno caindo sobre os olhos apertados de míope. Apelidaram-no de Professor porque num livro furtado ele aprendera a fazer mágicas com lenços e níqueis e também porque, contando aquelas histórias que lia e muitas que inventava, fazia a grande e misteriosa mágica de os transportar para mundos diversos, fazia com que os olhos vivos dos Capitães da Areia brilhassem como só brilham as estrelas da noite da Bahia”.

(Capitães da Areia, Jorge Amado, 2008. Cena em que o Personagem Professor lê para as crianças)

 

14h às 17h

 

Mesa 5: A primeira vez que li Jorge Amado...

 

- Prof. Dr. Anco Márcio Tenório Vieira (UFPE)

- Prof. Dr. Michel Peterson (Université de Montreal, UdeM)

-  Prof. Dr. Claudio Cledson Novaes (UEFS)

Mediação: Prof. Dr. Emanoel Cesar de Assis (UEMA)

 

INTERVALO

 

Perdoem-me, necessito desabafar: encontram-se em festa estas páginas, cumuladas de honra, e eu me sinto realizado. Com personagem de tal grandeza, não há de me faltar editor. Sobretudo se o grande homem ainda voltar, em outro capítulo [...]. Se acontecer, o editor será até capaz de pagar-me direitos autorais, não que eu os exija: contento-me com ver o volume nas vitrines das livrarias. De coração ao alto, bandeiras despregadas, trombetas e clarins, eu o saúdo e aguardo em ânsia e retorno.

(Jorge Amado. Tieta do Agreste. 2009)

 

18h 15min

CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO: 

 

"Leituras de Jorge Amado em Portugal: “Neorromantismo”, “Realismo Lírico” e as Críticas ao Romancista Baiano.

Prof. Dr. Thiago Mio Salla (USP)

Mediação: Prof. Dr. Douglas De Sousa (UEMA)